HELMUTH NASS

     Helmuth Nass nasceu em Joinville, na estrada da Ilha, no ano de 1934. Foi o segundo entre quatro irmãos. Desde pequeno, sempre auxiliou seus pais Afonso e Sophia no trabalho, que por sua vez trabalhavam cuidando da terra, plantando e colhendo, e também tinham gado e cavalos.

 

     Aos 14 anos, começou a trabalhar em uma farmácia em Joinville e tomou gosto pelo ramo em que exercia. Em busca de melhores condições de vida, veio para Florianópolis no ano de 1950 e logo em seguida foi trabalhar na Farmácia Catarinense. Tinha apenas 18 anos quando tornou-se gerente da loja. E nesta mesma época utilizava o período da noite para fazer o curso de oficial de farmácia, o qual era ministrado por médicos e farmacêuticos.

 

     Conheceu uma linda jovem durante seu primeiro emprego na capital, Zélia Souza Nass. Ela foi sempre o braço direito do seu companheiro e mais tarde tornou-se sua esposa. Sempre dedicada à família e ao trabalho, acompanhou o marido na jornada ao longo de sua vida.

 

     Com 22 anos deu início a sua história no município de Biguaçu. Vendeu a casa que tinha e comprou a farmácia do Sr. Taurino, e foi assim que iniciaram as atividades da Farmácia Biguaçu. Sua abertura oficial foi no dia 1º de Janeiro de 1961.

 

     No início enfrentou muitas dificuldades, mas conseguiu superá-las e continuou prestando seus serviços para a comunidade de Biguaçu. Aliás, para atender aos clientes que precisavam de sua ajuda, ele nunca mediu esforços. “Quem está na vez pode entrar” era seu famoso bordão, escutado por muitos durante a espera pelo atendimento deste querido farmacêutico. Para amenizar as dores dos acamados que o procuravam, ele arranjava uma maneira de visitá-los, seja de bicicleta, a cavalo e em algumas situações – quando a estrada permitia – no jipe do Padre Rodolfo.

 

     Exerceu por toda sua vida a profissão de farmacêutico e dizia que trabalhar em farmácia era uma tarefa árdua, mas muito gratificante, principalmente quando se tem amor pela profissão.

 

     Helmuth Nass foi um homem de muita fé, bom chefe de família, empresário,  batalhador e cidadão responsável. Foi acima de tudo um grande otimista que sempre acreditou em dias melhores para Biguaçu, para o Estado e para o Brasil.

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